Informações médicas divulgadas neste domingo apontam para uma melhora na função renal do ex-presidente Jair Bolsonaro. No entanto, devido ao aumento dos marcadores inflamatórios no sangue, a equipe médica decidiu aumentar a dose de antibióticos.
Bolsonaro encontra-se internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de um hospital em Brasília desde sexta-feira, tratando uma broncopneumonia bacteriana bilateral de origem provável aspirativa.
De acordo com o boletim médico divulgado, seu estado é estável, mas ainda não há previsão de alta da UTI. Além do aumento da dose de antibióticos, a fisioterapia respiratória e motora foi intensificada pela equipe médica.
O ex-presidente está detido na Papudinha, cumprindo pena de 27 anos e 3 meses por tentativa de golpe de Estado e outros crimes relacionados.
Na última sexta-feira, Bolsonaro foi internado após apresentar febre alta, queda na saturação de oxigênio, sudorese e calafrios.
O boletim médico é assinado por diversos profissionais, incluindo cirurgião, cardiologistas e diretor do hospital.
Decisão
O Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou a presença da esposa de Bolsonaro, Michelle Bolsonaro, como acompanhante no hospital. Os filhos e enteada também foram autorizados a visitar o ex-presidente durante a internação.
O ministro Alexandre de Moraes determinou que a vigilância do ex-presidente seja feita pela Polícia Militar do Distrito Federal, com policiais de prontidão 24 horas no quarto e equipes dentro e fora do hospital. Além disso, a entrada de dispositivos eletrônicos foi proibida, com exceção de equipamentos médicos.
