Mulher recebe sentença de 26 anos pela morte de fotógrafo em Canoas

O Tribunal do Júri condenou Paula Caroline Rodrigues Lopes a 26 anos e 8 meses de prisão. Ela era ré pela participação na morte do fotógrafo José Gustavo Bertuol Gargioni, de 22 anos. O julgamento ocorreu em Canoas, na terça-feira (10).

O Conselho de Sentença considerou a ré culpada por homicídio qualificado por motivo torpe, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. A pena deverá ser cumprida em regime inicial fechado.

A sessão terminou por volta das 18h30 no Foro da Comarca de Canoas. A ré, de 31 anos, não compareceu ao julgamento e foi julgada à revelia. A sentença renovou a prisão preventiva e determinou a execução provisória da pena. Ela é considerada foragida.

O julgamento foi presidido pelo juiz Bruno Barcellos de Almeida, da 1ª Vara Criminal. A acusação foi conduzida pelas promotoras Daniela Fistarol e Rafaela Hias Moreira Huergo. A defesa ficou a cargo dos advogados dativos Martin Mutschall Gross e Felipe Décio Trelles.

Única testemunha ouvida no julgamento

Durante a sessão, a única testemunha de acusação ouvida foi o delegado Marco Antônio Guns, responsável pela investigação na época do crime. Em plenário, ele detalhou diligências, análise de mensagens e dados de telefonia que ajudaram a reconstruir os últimos passos da vítima.

Conforme o depoimento, a investigação apontou contato frequente entre a acusada e o fotógrafo antes da morte. Registros telefônicos e imagens de câmeras de segurança indicaram que os aparelhos dos dois estiveram na mesma área na noite do crime.

Primeiro julgamento teve absolvição da ré

A ré já havia sido julgada em dezembro de 2023 e absolvida da acusação de homicídio. Em abril de 2025, porém, o Tribunal acolheu recurso do Ministério Público e anulou o julgamento por entender que a decisão dos jurados contrariava as provas do processo. A decisão transitou em julgado em agosto daquele ano, o que levou à realização de um novo júri.

O crime

José Gustavo Bertuol Gargioni foi encontrado morto na Prainha do Paquetá, em Canoas. De acordo com a denúncia, o crime ocorreu em 28 de julho de 2015, por volta das 0h30, nas proximidades das ruas Itu e Guarani, perto da estrada de acesso ao local.

Para a acusação, Paula Caroline Rodrigues Lopes atraiu o fotógrafo para um encontro. No local, ele foi atingido por 19 disparos de arma de fogo.

Apontado como autor dos disparos, Juliano Biron da Silva foi julgado em fevereiro de 2020 e condenado a 18 anos de prisão em regime fechado.

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By Fato ou Fake Canoas

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