No dia 7 de junho, celebra-se o Dia Estadual do Vinho no Rio Grande do Sul, que se destaca como o maior produtor de uvas, vinhos e espumantes do Brasil. Este setor envolve milhares de famílias que atuam na agricultura e gera bilhões em receitas.
A indústria é a principal destinatária da produção vitivinícola gaúcha. Cerca de 92% das uvas colhidas são convertidas em vinhos, espumantes, sucos e outros produtos, enquanto apenas uma pequena fração é consumida in natura. As cidades de Bento Gonçalves e Flores da Cunha são reconhecidas como importantes centros de produção voltados para a indústria.
Conforme informações da Seapi (Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação), aproximadamente 15 mil famílias cultivam videiras em cerca de 48 mil hectares no estado. A presença da agricultura familiar é notável, especialmente na região da Serra gaúcha.
A Seapi projeta um cenário otimista para a safra deste ano. O inverno severo de 2025 favoreceu o crescimento das videiras, com um número elevado de horas de frio superior à média nas regiões produtivas. A ausência de geadas tardias resultou em um desenvolvimento robusto das plantas e na formação abundante de gemas frutíferas, estabelecendo um panorama promissor para a colheita de 2026.
Dados
Dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostram que a produção de uvas no Rio Grande do Sul alcançou 957 mil toneladas em 2025, representando um aumento significativo de 36% em relação às 703 mil toneladas colhidas em 2024.
O Valor Bruto da Produção chegou a R$ 2,29 bilhões, destacando-se como uma das melhores safras dos últimos dez anos na Região Sul. A Seapi prevê que em 2026 os volumes produtivos permaneçam altos, estimando cerca de 905 mil toneladas da fruta.
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