Nesta terça-feira (26), a Anvisa confirmou o registro do Ozivy, que se destaca como a primeira caneta de semaglutida sintética análoga a um produto biológico autorizada para venda no Brasil. Este medicamento compartilha o mesmo princípio ativo do Ozempic, cuja patente foi encerrada em 20 de março. Portanto, o Ozivy é uma versão sintética de um medicamento originalmente biológico também registrado na Anvisa.
O registro foi concedido ao laboratório brasileiro EMS/SA. O processo teve início em 2023 e passou por rigorosa análise técnica, considerando aspectos de eficácia, segurança e qualidade.
Destinado ao tratamento de adultos com diabetes tipo 2, o Ozivy atua como um complemento à dieta e à prática de exercícios físicos. O medicamento será disponibilizado na forma de solução injetável em uma caneta que deve ser utilizada semanalmente.
A maneira de armazenar o Ozivy difere da recomendada para o Ozempic. É necessário conservar o novo produto em refrigerador tanto antes quanto após o início do tratamento.
Embora possua o mesmo princípio ativo, o Ozivy não é considerado um medicamento genérico. Segundo as normas brasileiras, não existem genéricos para produtos biológicos. A semaglutida sintética foi categorizada como um novo medicamento análogo a um produto biológico.
A comercialização do Ozivy está sujeita à aprovação do preço máximo pela Cmed. Após essa etapa, cabe à empresa responsável pelo registro decidir quando o medicamento será disponibilizado ao público.
Para que o Ozivy seja incluído no SUS, será necessário que passe pela avaliação e recomendação da Conitec, além da autorização do Ministério da Saúde. Vale ressaltar que nem todos os medicamentos aprovados pela Anvisa são analisados pela Conitec ou incorporados ao sistema público.
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