Educadoras de creche são acusadas de sedar e maltratar crianças em Alvorada

O MP-RS (Ministério Público do Rio Grande do Sul), por meio do GAECO (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) e com apoio da Brigada Militar, prendeu preventivamente nesta terça-feira (3) duas mulheres responsáveis por uma escola infantil em Alvorada. Elas também atuavam como professoras na instituição. O local havia sido interditado em dezembro de 2025 por suspeita de maus-tratos e medicar crianças.

As prisões, no âmbito da “Operação Dose de Silêncio”, ocorreram em Canoas e Alvorada. De acordo com o MP, as professoras teriam usado sedativos em crianças sem prescrição médica. O órgão afirma que elas “praticavam agressões físicas e psicológicas” contra alunos de dois a cinco anos.

A prisão das investigadas foi requerida pela promotora de Justiça Karen Mallmann, da 3ª Promotoria de Justiça Criminal de Alvorada, após a conclusão de investigação que reuniu depoimentos, imagens e documentos.

Conforme o MP-RS, as apurações começaram depois que mães de alunos procuraram a Delegacia de Polícia ao tomarem conhecimento dos fatos. O inquérito aponta que medicamentos destinados a outras crianças eram administrados para mantê-las dormindo ou mais calmas.

Também foram relatados castigos, negligência na higiene e alimentação e condutas consideradas degradantes. No pedido de prisão, constam registros de crianças sedadas, compartilhamento inadequado de utensílios e mensagens entre funcionárias sugerindo aumento de doses de remédios.

Decisão judicial autorizou prisões

Para o MP-RS, além dos indícios de autoria e materialidade, havia risco à ordem pública e à instrução criminal. As responsáveis são apontadas por influenciar testemunhas a não delatarem o caso durante a investigação.

Diante da gravidade dos fatos, que incluem lesão corporal, crimes previstos no ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) e apuração de tortura, a Justiça acolheu o pedido de prisão preventiva.

Como fazer uma denúncia?

Em caso de suspeita de violência contra criança ou adolescente, a orientação é acionar a BM pelo telefone 190 em situações de urgência. Também é possível procurar o Conselho Tutelar, a Promotoria de Justiça, a Delegacia de Polícia ou registrar denúncia pelo Disque 100.

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By Fato ou Fake Canoas

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