O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MP-RS) identificou possíveis indícios de abuso de autoridade e solicitou a realização de novas investigações no inquérito policial militar que investiga a morte do agricultor Marcos Nornberg, de 48 anos, ocorrida durante uma operação da Brigada Militar em janeiro deste ano, na zona rural de Pelotas.
A 2ª Promotoria de Justiça Militar também encontrou elementos que podem indicar tortura psicológica direcionada à esposa da vítima. Este caso está sob sigilo judicial.
Segundo informações do Ministério Público, os eventos se desenrolaram durante uma ação da Brigada Militar, que contou com a participação de oito policiais em busca de suspeitos ligados a uma organização criminosa.
A promotora Anelise Haertel Grehs, atuando na 2ª Auditoria da Justiça Militar, pediu um aprofundamento nas investigações antes que qualquer denúncia seja formalizada.
A promotora ressaltou que há evidências significativas de abuso de autoridade por parte dos oficiais responsáveis pela operação. Contudo, os detalhes que fundamentam essa solicitação não foram divulgados devido ao segredo de Justiça imposto pelo Comando-Geral da corporação.
A autorização para a realização das novas diligências está sob responsabilidade da Justiça Militar Estadual.
Este caso é objeto de duas investigações distintas. A Polícia Civil é encarregada do inquérito relacionado ao homicídio, que continua em andamento e será enviado à Promotoria de Justiça de Pelotas após sua conclusão.
Simultaneamente, o inquérito militar instaurado pela Brigada Militar concluiu que não houve crimes militares envolvidos na situação.
