Porto Alegre sofreu uma queda de 14 posições no Ranking do Saneamento 2026, caindo do 49º para o 63º lugar entre os 100 maiores municípios do país. Essa diminuição foi impulsionada por indicadores relacionados ao esgoto, perdas na distribuição de água e baixo investimento por habitante.
No que diz respeito ao abastecimento, a capital manteve um total de 100% de atendimento de água de acordo com a pesquisa. Em 2022, o Censo do IBGE indicava que 99% da população tinha acesso à rede geral do DMAE (Departamento Municipal de Água e Esgotos). Na época, aproximadamente 4,4 mil residentes estavam desassistidos.
No entanto, o grande problema está nas perdas de água antes de chegar aos consumidores. As perdas na distribuição totalizam 46,60%, um índice associado a vazamentos, rupturas, falhas na rede e ligações clandestinas.
Quanto ao esgoto, os números são significativamente inferiores à cobertura de água. Porto Alegre apresenta uma taxa de coleta total de 72,35% e de tratamento total de 60,04%. O estudo ressalta que o tratamento de esgoto continua sendo o aspecto mais distante da universalização no país, prevista para 2033.
Além disso, o investimento também é um obstáculo. O valor médio anual por habitante em Porto Alegre foi de R$ 72,41. Conforme a pesquisa, mais da metade dos 100 maiores municípios brasileiros investem menos de R$ 100 por habitante por ano. O nível de referência para universalizar os serviços é de R$ 225 anuais por morador.
No contexto do Rio Grande do Sul, Porto Alegre fica atrás de Caxias do Sul, classificada em 56º lugar. A capital supera Canoas, em 69º, e Pelotas, em 77º.
O Ranking do Saneamento 2026 foi elaborado com base em dados de 2024 do Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico.
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