Tempestade atinge 164 cidades gaúchas e desloca mais de mil moradores

As fortes chuvas, acompanhadas de ventos intensos e inundações, causaram estragos em 164 cidades do Rio Grande do Sul. Dados atualizados na noite da última quarta-feira (22) indicam que 1.099 pessoas foram forçadas a deixar suas residências.

Dentre os afetados, 728 estão desabrigados e foram acolhidos em instalações públicas de 13 municípios. Além disso, há 371 desalojados, que deixaram suas casas temporariamente, mas não estão abrigados em centros organizados.

O relatório da Defesa Civil traz um total de 169 registros e atualizações referentes a municípios. Após a eliminação de duplicidades nos dados, a contagem final é de 164 cidades diferentes.

Hospitais, escolas e prédios públicos foram afetados

No município de David Canabarro, a água invadiu a prefeitura, o andar térreo do hospital e uma unidade de saúde local. Equipamentos eletrônicos tiveram que ser retirados do prédio da administração municipal.

Bagé também enfrentou inundações em um hospital, embora não houvesse necessidade de remoção dos pacientes.

Cerro Grande registrou alagamentos em residências e em uma escola. Marques de Souza teve parte do telhado de uma escola municipal danificado.

Em São Jerônimo, as aulas foram suspensas em três escolas rurais após o colapso de duas pontes. Pejuçara também enfrentou problemas com estradas e pontilhões danificados, prejudicando o transporte escolar.

Pontes e estradas sofreram danos

A ponte na área urbana de Vila Maria foi destruída, além de alagamentos e danos em vias vicinais registrados no município, que ainda enfrenta interrupções no abastecimento de água.

Em Feliz, as águas do Rio Caí afetaram as cabeceiras da ponte que conecta o centro à comunidade do Bananal.

Putinga resolveu interditar preventivamente uma travessia após danos na cabeceira de uma ponte localizada na Linha Miguelzinho Baixo.

No município Senador Salgado Filho, oito ruas ficaram obstruídas e um pontilhão foi destruído. Outros municípios também relataram pontes submersas e quedas de barreiras, dificultando o tráfego nas estradas rurais.

Residências foram alagadas ou destelhadas

Sarandi anunciou que aproximadamente 30 casas foram atingidas por alagamentos.

Porto Alegre registrou o desmoronamento de um muro e comprometeu o solo próximo às fundações de duas residências.

Uruguaiana contabilizou danos nos telhados de 23 casas. Em Vera Cruz, 20 residências ficaram destelhadas, além da ocorrência de quedas de árvores e interrupções no fornecimento elétrico.

Cidades como Encantado, Estrela, Muçum e Roca Sales relataram inundações que afetaram áreas ribeirinhas, impactando famílias e propriedades locais.

Mais de mil pessoas permanecem fora de casa

O painel estadual sobre abrigos indicava que 728 pessoas estavam desabrigadas no início da noite. O município Lajeado concentrava 373 acolhidos, representando mais da metade desse total.

A Defesa Civil reportou também outros 371 desalojados espalhados por 30 municípios. Os números mais altos foram registrados em Arroio dos Ratos (100), Nonoai (84), Planalto (40), Passo Fundo (26) e Vera Cruz (20).

No caso específico de Sinimbu, 40 moradores permanecem isolados em duas localidades devido à cheia do Rio Pardinho. Esses indivíduos não são contabilizados na soma total dos desabrigados ou desalojados.

By Fato ou Fake Canoas

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