Adolescentes enfrentam crise na saúde mental, diz IBGE

Recentemente, foi divulgada a Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSe), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, que apontou que cerca de 30% dos estudantes de 13 a 17 anos se sentem tristes sempre ou na maioria das vezes. Além disso, uma porcentagem semelhante admitiu ter tido vontade de se machucar de propósito.

O estudo entrevistou 118.099 adolescentes de escolas públicas e privadas em todo o Brasil, sendo considerado representativo da população estudantil do país.

De forma alarmante, a pesquisa revelou que quase 43% dos alunos se sentem irritados, nervosos ou mal-humorados com qualquer coisa, e 18,5% acreditam que a vida não vale a pena ser vivida na maioria das vezes.

Onde buscar ajuda

É fundamental que adolescentes, seus responsáveis e qualquer pessoa com pensamentos suicidas busquem apoio em sua rede de suporte, como familiares, amigos, educadores e serviços de saúde.

Conversar com alguém de confiança e não hesitar em pedir ajuda é essencial, conforme o Ministério da Saúde. Além disso, diversos serviços de saúde estão disponíveis para auxílio, como Centros de Atenção Psicossocial, UPAs, SAMU, hospitais e o Centro de Valorização da Vida (CVV).

Desamparo

A pesquisa destacou que menos da metade dos alunos frequentava escolas com suporte psicológico, sendo apenas 34,1% que tinham um profissional de saúde mental disponível na instituição. Ademais, 26,1% dos estudantes sentiam constantemente que ninguém se preocupava com eles.

Além disso, parte dos alunos relatou falta de compreensão dos pais em relação a seus problemas, e 20% indicaram ter sofrido agressões físicas por parte dos responsáveis no ano anterior à pesquisa.

Saúde mental e gênero

Os resultados da pesquisa apontam que as meninas apresentam indicadores mais alarmantes em relação à saúde mental do que os meninos.

Autoagressões

De acordo com o IBGE, cerca de 100 mil estudantes brasileiros tiveram lesões autoprovocadas nos 12 meses anteriores ao estudo. Os índices de tristeza, irritação, falta de sentido na vida e sofrimento por bullying são bastante elevados entre esses estudantes, principalmente entre as meninas.

É fundamental a criação de políticas públicas que levem em consideração essas diferenças de gênero, visando o bem-estar e a contribuição das mulheres para a sociedade.

Imagem corporal

A pesquisa indicou que houve uma diminuição no nível de satisfação com a própria imagem corporal entre os estudantes, sendo mais acentuada entre as meninas. Além disso, um número significativo de alunas se declarou insatisfeita com sua aparência e buscando perder peso.

By Fato ou Fake Canoas

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