Fiocruz identifica elevação de vírus respiratórios no Rio Grande do Sul, enquanto Estado não entra em alerta para SRAG

Nesta quarta-feira (29), a Fiocruz divulgou um boletim que revela que o Rio Grande do Sul não está classificado entre os estados com incidência de SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave) em situação de alerta, risco ou alto risco. No entanto, o InfoGripe detectou um aumento nos casos relacionados ao VSR (vírus sincicial respiratório) na região, afetando principalmente crianças com até 2 anos de idade.

Além disso, o relatório aponta para um crescimento nas ocorrências de SRAG causadas pelo vírus influenza A tanto no Rio Grande do Sul quanto em outros estados localizados na região Centro-Sul.

As informações referem-se à semana epidemiológica 16, que abrange o período entre 19 e 25 de abril.

Crianças e idosos concentram maior risco

A taxa de incidência de SRAG é especialmente alta entre crianças pequenas, sendo o VSR e o rinovírus os principais responsáveis por essa situação.

No caso dos idosos, a mortalidade se mostra significativamente maior, com uma predominância de infecções por influenza A e Covid-19.

Em 2026, foram registrados no Brasil 46.344 casos de SRAG, dos quais 20.523 apresentaram resultado positivo para algum tipo de vírus respiratório.

O boletim também reporta 1.960 mortes relacionadas à SRAG neste ano. Entre os óbitos confirmados por testes positivos, 39,1% estavam associados à influenza A, 27,9% à Covid-19, 22,2% ao rinovírus, 5,8% ao VSR e 3,2% à influenza B.

Vacinação é indicada para grupos prioritários

A principal recomendação da Fiocruz é a vacinação como forma eficaz de prevenir casos graves tanto de VSR quanto de influenza.

A vacina contra a gripe deve ser administrada aos grupos prioritários durante a campanha vacinal. Já a imunização contra o VSR é recomendada para gestantes a partir da 28ª semana de gestação, visando proteger os recém-nascidos nos primeiros meses após o parto.

By Fato ou Fake Canoas

You May Also Like