Tratamento para dependência de álcool e drogas atende cerca de 4 mil pessoas em Porto Alegre

Na cidade de Porto Alegre, existem aproximadamente 4 mil pessoas em acompanhamento nos CAPS AD (Centros de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas), que são serviços dedicados a auxiliar aqueles que enfrentam dificuldades relacionadas ao consumo de álcool e outras substâncias psicoativas. O dia 20 de fevereiro é celebrado como o Dia Nacional de Combate às Drogas e ao Alcoolismo. Essas informações foram divulgadas pela Prefeitura de Porto Alegre.

”Aqui em Porto Alegre, reforçamos que buscar apoio é um ato de cuidado e que a rede municipal está preparada para receber, orientar e acompanhar essas pessoas de forma contínua e humanizada”, destaca o secretário de Saúde, Fernando Ritter.

Os CAPS AD funcionam com as portas abertas e não é necessário um encaminhamento para ter acesso a eles. São serviços especializados da Raps (Rede de Atenção Psicossocial) que, além de fornecer atendimento direto, coordenam o cuidado em suas áreas de abrangência, conectando ações com unidades de saúde, assistência social e outras políticas públicas.

Vulnerabilidades sociais

De acordo com Ritter, lidar com o consumo problemático de álcool e outras drogas envolve necessariamente entender as vulnerabilidades sociais.

“Temos um cenário desafiador, com aumento da população em situação de rua e regiões com altos índices de vulnerabilidade. Por isso, a secretaria tem investido na ampliação dos Consultórios na Rua, na implantação de duas Unidades de Acolhimento e no fortalecimento da Atenção Primária, garantindo acesso e continuidade do cuidado”, afirma.

Desde setembro de 2024, a Atenção Primária também está contando com equipes multiprofissionais, as EMULTI, que atualmente atingem aproximadamente 45% de cobertura. Essas equipes trabalham tanto no acompanhamento de usuários quanto na prevenção de problemas relacionados à saúde mental e ao uso de substâncias psicoativas.

Atendimentos

Para a coordenadora de Saúde Mental da SMS, Marta Fadrique, o cuidado começa no momento em que surgem dúvidas sobre o consumo.

“Quando a pessoa começa a questionar se seu consumo está se tornando um problema, isso já é um sinal importante. A orientação principal é buscar ajuda. Os CAPS AD estão de portas abertas, mas esse cuidado também pode começar na unidade de saúde, com a família, no trabalho ou na escola”, explica.

O atendimento nos CAPS AD é realizado por equipes multidisciplinares, compostas por profissionais como psiquiatras, psicólogos, assistentes sociais, terapeutas ocupacionais, enfermeiros, técnicos de enfermagem, oficineiros e redutores de danos. Além das consultas individuais, são oferecidos grupos, oficinas e atividades que fortalecem os laços, promovem a autonomia e apoiam a reintegração social. O acompanhamento também envolve a rede de apoio do usuário.

A redução de danos é um princípio central do cuidado. “A abordagem prioriza a acolhida e o respeito à autonomia, com foco na redução de riscos, na preservação da vida e na melhoria da qualidade de vida. A abstinência pode ser parte do Projeto Terapêutico Singular, mas não é a única estratégia de trabalho”, destaca Marta.

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By Fato ou Fake Canoas

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