Pelo menos 37 milhões de trabalhadores brasileiros podem ser impactados pelo término da escala 6×1, segundo a nova campanha nacional lançada pelo governo federal neste domingo (3) focada na redução desse formato de jornada.
A escala 6×1 consiste em seis dias de trabalho seguidos por um dia de descanso. Esse esquema é amplamente utilizado em diversas áreas, como comércio, serviços, alimentação, limpeza, segurança privada, saúde e outras atividades que operam de maneira ininterrupta.
A iniciativa do governo relaciona o fim da escala à melhoria das condições laborais. Nos últimos anos, essa temática ganhou destaque nas redes sociais, nas associações sindicais e no Legislativo, mas ainda necessita de avanços legislativos para que mudanças obrigatórias nas relações trabalhistas possam ocorrer.
O que caracteriza a escala 6×1?
No modelo 6×1, o trabalhador realiza suas atividades durante seis dias consecutivos ou alternados e tem direito a um dia de folga. A escolha do dia para descanso pode variar conforme a organização interna da empresa e as convenções da categoria correspondente.
Esse sistema muitas vezes diminui a previsibilidade dos períodos de descanso, principalmente para aqueles que trabalham aos finais de semana e em feriados. A discussão sobre essa escala abrange questões relacionadas à saúde, ao tempo livre disponível, à renda dos trabalhadores e aos custos para os empregadores, além da necessidade de reestruturação das jornadas.
O debate também inclui empresas que necessitam manter atendimento contínuo. Alterações na jornada podem resultar na necessidade de novas contratações, ajustes nas escalas ou na realização de negociações coletivas.
Próximos passos dependem do Legislativo
A campanha não traz mudanças imediatas nas regras atuais. Para que a escala seja modificada em todo o território nacional, é fundamental que uma proposta seja aprovada no Congresso Nacional ou que ocorra uma negociação coletiva em categorias específicas.
A proposta conta com o apoio de diversos grupos representativos dos trabalhadores, mas enfrenta resistência por parte de setores empresariais que ressaltam os possíveis impactos nos custos operacionais e na organização das atividades.
