Ação policial na Serra Gaúcha resulta na prisão de cinco suspeitos de agiotagem

Na última sexta-feira (9), cinco indivíduos foram detidos durante a Operação Multiplicação, realizada em Bento Gonçalves e Carlos Barbosa, em resposta a um esquema de agiotagem. A investigação conduzida pelo MP-RS (Ministério Público do Rio Grande do Sul) analisa cerca de R$ 32,3 milhões em transações financeiras suspeitas.

Entre as detenções, três foram preventivas, enquanto duas pessoas foram presas em flagrante por portarem armas de fogo de forma irregular durante o cumprimento das ordens judiciais. O foco da investigação abrange um total de oito suspeitos.

Segundo o MP-RS, os envolvidos estabeleciam conexões com o crime organizado e facções para aumentar a intimidação sobre os devedores. As investigações revelam que o grupo é acusado de extorsão, organização criminosa, usura e lavagem de dinheiro.

A operação é coordenada pelo GAECO (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) e representa uma continuidade da Operação Contas Abertas, que visa investigar a estrutura financeira da mesma facção criminosa. Os eventos sob análise ocorreram entre janeiro de 2022 e novembro de 2025.

Cobranças persistiam mesmo após quitações

A apuração revela que os empréstimos eram concedidos a taxas exorbitantes e acompanhados por cobranças intimidatórias. Mesmo após os pagamentos dos valores acordados inicialmente, as exigências financeiras continuavam.

Em um dos casos investigados, uma vítima tomou um empréstimo de R$ 50 mil, efetuou diversas quitações e deixou uma caminhonete como garantia; ainda assim, as cobranças não cessaram.

Em outra situação, a investigação aponta que o grupo incendiou a residência de uma vítima como forma de ameaça durante a cobrança de um empréstimo e para intimidar outros devedores.

Movimentação financeira atinge R$ 32,3 milhões

O MP-RS destaca que contas vinculadas a pessoas físicas e jurídicas, além de empresas e terceiros, eram utilizadas para gerenciar e movimentar esses recursos. As transações analisadas pelo GAECO somam aproximadamente R$ 32,3 milhões.

As buscas foram realizadas em 13 locais distintos, resultando na apreensão de documentos, dispositivos eletrônicos, celulares, armas, munições e outros materiais relevantes. A justiça determinou a indisponibilidade de três imóveis e sete veículos relacionados aos investigados.

Os itens confiscados passarão por análise para aprofundar as investigações, identificar novas vítimas e mapear o patrimônio relacionado aos crimes apurados.

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By Fato ou Fake Canoas

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