Uma operação da Polícia Civil culminou na prisão de oito pessoas suspeitas de envolvimento na produção, compartilhamento e armazenamento de materiais relacionados ao abuso sexual infantil, além de casos de estupro de vulnerável. Os resultados foram divulgados nesta sexta-feira (6).
Do total, cinco prisões ocorreram em flagrante, enquanto três foram preventivas. A ação também resultou na apreensão de celulares, tablets, HDs e mais de 10 terabytes de dados, em cumprimento a seis mandados de busca e apreensão.
Desde a quarta-feira (4), a Operação Estadual Refúgio tem como alvo indivíduos suspeitos de crimes sexuais nas cidades de Canoas, Viamão, Santa Cruz do Sul, Vila Maria e Caxias do Sul.
Cuidados na preservação de evidências
Segundo informações da Polícia Civil, equipes do Instituto-Geral de Perícias (IGP/RS) foram designadas para garantir a adequada preservação dos materiais coletados durante a operação.
“As equipes realizaram uma coleta detalhada de provas, analisando dispositivos eletrônicos e arquivos armazenados em nuvem no local, com o objetivo de preservar vestígios digitais, manter a cadeia de custódia e evitar a perda de evidências essenciais para a investigação”, afirmou a Polícia Civil.
A operação foi coordenada pela Divisão Especial da Criança e do Adolescente (Deca), que faz parte do Departamento Estadual de Proteção a Grupos Vulneráveis (DPGV), e contou com a colaboração de 80 policiais civis.
O Diretor do DPGV, Delegado Juliano Ferreira, ressaltou que essa é a maior operação estadual liderada pelo Deca/DPGV, visando o combate ao abuso sexual infantojuvenil já realizada pela Polícia Civil.
Todos os indivíduos detidos foram encaminhados ao IGP para a coleta de material genético, que será adicionado ao banco nacional de perfis genéticos, conforme a corporação.









