A investigação da 8ª Delegacia de Polícia de Porto Alegre revelou que duas mulheres enganaram uma idosa de 70 anos, convencendo-a a realizar uma transação bancária no valor de R$ 250 mil.
O golpe do bilhete premiado consiste em persuadir a vítima de que um bilhete de loteria premiado pode trazer uma recompensa financeira. O golpista se apresenta como proprietário do bilhete e, alegando precisar de ajuda para resgatar o prêmio, induz a vítima a entregar dinheiro, acreditando que receberá uma parte do valor.
A abordagem à idosa ocorreu no bairro Petrópolis, em fevereiro. As suspeitas convenceram a mulher a acompanhá-las até uma agência bancária no Centro Histórico, onde ela retirou suas economias, que guardava para a aposentadoria.
A operação, chamada Sorte Grande, resultou na prisão preventiva de duas mulheres, de 38 e 31 anos, cujas identidades não foram divulgadas.
Segundo a Polícia Civil, as investigadas já enfrentam outros processos por estelionato, especificamente relacionados ao golpe do bilhete premiado.
As investigações seguem em andamento para identificar outros possíveis envolvidos no esquema e verificar se há mais pessoas associadas ao crime.
Funcionamento do golpe
Conforme o delegado Luciano Peringer, a fraude inicia-se quando um golpista aborda a vítima, geralmente se apresentando como uma pessoa humilde, que afirma ter ganho na loteria. Ele justifica que não consegue sacar o prêmio devido à falta de conta bancária ou documentos, e pede ajuda.
Em seguida, um cúmplice se aproxima para corroborar a história, buscando convencer a vítima da veracidade do prêmio e instigando-a a ajudar. Os golpistas prometem dividir uma parte do prêmio como agradecimento.
Uma vez convencida, a vítima é levada a uma agência bancária, onde é instruída a realizar saques, transferências ou outras transações financeiras. O dinheiro acaba sendo entregue aos criminosos ou transferido para contas indicadas por eles, enquanto o bilhete premiado, na verdade, não tem nenhum valor.









