O Índice de Confiança dos Empresários do Comércio no Rio Grande do Sul (ICEC-RS) registrou um aumento por dois meses seguidos até julho, alcançando 91,5 pontos. Apesar da elevação de 1,2% em relação ao mês anterior, o indicador ainda se encontra na zona pessimista, apresentando uma queda de 0,7% quando comparado a julho de 2025.
Este índice permanece abaixo da marca dos 100 pontos, que delimita os campos otimista e pessimista. A média móvel dos últimos doze meses foi de 89,4 pontos, ligeiramente superior aos 89,1 pontos observados em junho.
A evolução da confiança foi notada em empresas de diversos tamanhos, embora as disparidades entre elas sejam notáveis. Para estabelecimentos com até 50 funcionários, o índice subiu de 90,1 para 91,1 pontos, mantendo-se na faixa pessimista. Por outro lado, nas empresas com mais de 50 trabalhadores, o índice avançou de 104,3 para 110,4 pontos, agora situado no território otimista.
Analisando por segmentos, o comércio de bens não duráveis obteve 101,4 pontos e retornou à área otimista. Os bens semiduráveis ficaram com uma pontuação de 95 pontos, enquanto os duráveis apresentaram o menor resultado entre os segmentos analisados: apenas 86,7 pontos.
Os investimentos destacaram-se como o componente que mais cresceu no mês. O Índice de Investimentos do Empresário do Comércio (IIEC-RS) atingiu a marca de 101,1 pontos, refletindo um crescimento de 3% em relação a junho e um aumento de 5,1% em comparação a julho de 2025.
As condições atuais do setor continuam a apresentar fraqueza. O Índice de Condições Atuais do Empresário do Comércio (ICAEC-RS) ficou em 65,9 pontos, com uma alta mensal de 1,9%, mas uma queda anual de 2,7%. Por sua vez, o Índice de Expectativas do Empresário do Comércio (IEEC-RS) registrou 107,4 pontos, representando uma diminuição de 1% no mês e uma redução anual de 4,4%.
A Fecomércio-RS observa que as duas altas consecutivas podem sinalizar uma melhora gradual na confiança dos empresários. No entanto, ressalta que os custos elevados do crédito ainda dificultam uma recuperação mais robusta no comércio.
