Meus amigos, um filme que parecia ter sido esquecido finalmente está prestes a ser lançado! Confesso que estou um pouco apreensivo para comemorar, pois temo que o projeto seja adiado ou engavetado novamente a qualquer momento (risos). Mas fica a pergunta: valeu a pena esperar todos esses anos para assistir a “Coyote vs. Acme”? Venham comigo para conversarmos sobre esse tão esperado lançamento!
No enredo, após uma série de falhas dos produtos da ACME Corporation em sua incessante busca pelo Papa-Léguas, Wile E. Coyote decide contratar um advogado humano azarado para processar a empresa.
Essa produção é uma interessante fusão entre o universo real e as animações. É como se, em determinados momentos, ambos os mundos coexistissem de forma natural. Ver personagens levando pancadas impossíveis e, em seguida, agindo como se nada tivesse acontecido, é algo totalmente aceitável. Essa familiaridade é facilitada pelos adorados personagens dos Looney Tunes (1930-1969). E isso levanta uma questão: por que esse filme não foi lançado antes?
Estamos vivendo tempos em que muitas obras “caça-níqueis” aparecem, explorando a nostalgia do público com adaptações live action ou sequências desgastantes que geralmente carecem de conteúdo e profundidade.
Entretanto, temos aqui um longa-metragem que utiliza personagens já queridos pelo público. Um filme que realmente entrega qualidade no seu produto final. É intrigante pensar no motivo para não ter sido lançado um projeto já concluído. Enquanto uma artista como Britney Spears pode cancelar uma nova turnê por questões de saúde mesmo com tudo pronto, não faz sentido ter um bom filme pronto e decidir: “hum, galera… Acho melhor não lançar”.
Por outro lado, vemos lançamentos como o live action de “Moana”, “A Branca de Neve”; sequências infinitas de “Toy Story”, “Pânico” e até “Indiana Jones”… É difícil entender a lógica da indústria! O caso de “Coyote vs. Acme”, por exemplo, é emblemático; o filme foi guardado pela Warner Bros., mas os direitos foram adquiridos pela Ketchup Entertainment, com distribuição no Brasil feita pela Paris Filmes. Como pode existir essa salada? Uma história boa com personagens icônicos sendo considerada para não ser lançada?! Mas vamos deixar essas reflexões de lado.
Assim como Anitta, “Coyote vs. Acme” consegue criar um “equilíbrio” entre animações e humanos. Diferente de filmes onde é evidente que as interações são feitas com bonecos 3D — algo que pode funcionar bem… Sou fã das produções de “Scooby-Doo”, de 2002 e 2004, onde vemos atores interagindo com um cão feito em CGI e aceitamos perfeitamente!
No caso de “Coyote vs. Acme”, há uma sensação realista de que os cartoons existem no nosso mundo. Podemos imaginar encontrar Pernalonga fazendo compras no supermercado.
E essa naturalidade não se restringe apenas aos diálogos entre os personagens; tudo relacionado às animações se integra ao mundo real de maneira convincente e bem elaborada. Acreditamos na possibilidade de uma bigorna atingir um cartoon sem causar danos; porém, se cair sobre um carro, é outra história! Embora haja alguns momentos estranhos ao longo do filme, esses pequenos detalhes não comprometem a experiência geral.
“Coyote vs. Acme” é uma obra-prima! Uma comédia repleta de aventura e suspense. Para aqueles que cresceram assistindo aos clássicos dos Looney Tunes, certamente será divertido! Rever personagens que não tinham tanto espaço nos desenhos antigos, junto com a trilha sonora icônica e o encerramento clássico: “Isso é tudo pessoal!”. Vale ressaltar que assistir dublado traz um charme extra à produção — não apenas pelas vozes conhecidas dos personagens, mas também pelas narrações e inserções na tela.
Valeu a pena esperar? Sem dúvida! Garanta seu ingresso e assista ao filme o quanto antes — vai saber se a ACME decide retirá-lo das salas! Brincadeiras à parte, fazia tempo que eu não me divertia tanto do começo ao fim em uma sessão. Sem dúvida uma das melhores comédias do ano! E claro, quero saber sua opinião sobre o filme. Então corra para assistir e depois venha conversar comigo. Um abraço! Thi.
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