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Iniciativa em Canoas avalia contaminação da água e solo após enchentes e capacita escolas

Em Canoas, um novo projeto tem como objetivo investigar a contaminação da água e do solo resultante das enchentes, além de capacitar escolas e comunidades para lidar com futuras ocorrências climáticas extremas. A ação, denominada CRIEC – Canoas, está sendo implementada nos bairros Mathias Velho e Guajuviras e envolve a colaboração da Prefeitura, da Apoema Socioambiental e da Universidade La Salle.

A proposta visa examinar os impactos ambientais e sanitários causados pelas inundações, desenvolvendo também estratégias para a prevenção e a resposta a desastres. Nesta quarta-feira (4), a Secretaria Municipal de Educação participou de uma das atividades formativas do projeto.

Uma das linhas de pesquisa investiga a possível presença de contaminantes, tanto químicos quanto biológicos, na água e no solo após as enchentes, contando com a colaboração do Laboratório de Genética Toxicológica da Universidade La Salle.

O projeto adota o conceito de Saúde Única, que considera a inter-relação entre a saúde humana, animal e ambiental. Essa abordagem busca entender como as mudanças no ambiente podem representar riscos para a população e a fauna local.

As ações de Educação Ambiental e Resiliência Climática foram organizadas em três etapas. A primeira fase consistiu em um diagnóstico das áreas afetadas, identificando as vulnerabilidades e os impactos gerados pelas enchentes nas comunidades.

Atualmente, o projeto está na fase de capacitação, que é dividida em quatro módulos destinados a professores, estudantes e membros da comunidade escolar. Os encontros abordam tópicos como mudanças climáticas, prevenção de riscos e o conceito de Saúde Única.

Doze escolas municipais estão participando da iniciativa: EMEF Ceará; EMEF David Canabarro; EMEF João Palma da Silva; EMEF Ministro Rubem Carlos Ludvig; EMEF Professor Thiago Würth; EMEF Professora Odette Yolanda Oliveira Freitas; EMEF Rio de Janeiro; EMEF Carlos Drummond de Andrade; EMEF Erna Würth; EMEF Guajuviras; EMEF Paulo Freire; e EMEF Professora Nancy Ferreira Pansera.

A terceira fase do projeto consiste na elaboração de Planos de Resiliência Climática para cada escola participante, em parceria com a Defesa Civil de Canoas e os Bombeiros Civis.

Esses planos deverão estabelecer medidas de prevenção, preparação e resposta a situações de emergência, levando em consideração as características e vulnerabilidades de cada comunidade escolar.

Experiências das enchentes de 2024 guiam as ações

O projeto também prevê a participação voluntária de pais e responsáveis na coleta de dados nas escolas. O intuito é aproximar a pesquisa científica da realidade das comunidades e incentivar o envolvimento das famílias na criação de estratégias de prevenção.

A consultora da Apoema Socioambiental, Ana Carolina Dutra da Silva, que coordena a formação, destaca que as atividades levam em conta as experiências vividas pelos moradores durante as enchentes de 2024.

“Estamos concluindo, nesta quarta-feira, o módulo formativo do CRIEC Canoas, que oferece orientações às escolas e cooperativas de reciclagem sobre como prevenir desastres climáticos. A partir das vivências das enchentes de 2024, buscamos identificar dificuldades e desenvolver planos de resiliência, preparando as comunidades para possíveis eventos climáticos futuros”, explicou.

A secretária municipal de Educação, Beth Colombo, enfatizou a relevância de envolver estudantes, professores e famílias nas discussões sobre prevenção.

“É essencial trazer esse debate para as escolas, conscientizando alunos, educadores e famílias sobre os impactos das mudanças climáticas. Queremos preparar nossas comunidades escolares para evitar riscos e enfrentar situações como as enchentes”, afirmou.

O secretário municipal da Defesa Civil e Resiliência Climática, Vanderlei Marcos, também destacou a importância da colaboração entre as duas pastas. Ele mencionou que uma das ações inclui a orientação aos professores da EMEF Ministro Rubem Carlos Ludvig.

“Essa iniciativa é crucial para fortalecer a cultura de proteção e prevenção em nossa cidade”, enfatizou.

A expectativa é que o trabalho contribua para o fortalecimento da educação ambiental e prepare as comunidades escolares de Canoas para enfrentar os desafios impostos pelas mudanças climáticas, com estratégias adaptadas às especificidades de cada território.

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