Porto Alegre inicia campanha de vacinação contra pneumonia

Uma nova vacina destinada ao combate de pneumonias foi incorporada ao programa de imunização do SUS (Sistema Único de Saúde). Na cidade de Porto Alegre, a vacinação começa na próxima quarta-feira (1º) e é voltada para bebês e crianças com idades entre dois meses e menos de cinco anos.

Pessoas acima de cinco anos que apresentam condições clínicas específicas também podem receber a vacina. Nesses casos, a aplicação ocorrerá nos CRIE (Centros de Referência de Imunobiológicos Especiais), localizados no Hospital Materno-Infantil Presidente Vargas e no Hospital Sanatório Partenon.

Proteção contra 20 sorotipos

A nova vacina, denominada Pneumo-20 (VPC20), oferece proteção contra 20 sorotipos da bactéria Streptococcus pneumoniae, responsável por causar desde infecções leves, como otites e sinusites, até doenças mais graves, incluindo pneumonias e meningites.

A inclusão dessa vacina no calendário nacional representa uma transição dos esquemas vacinais atuais para a VPC20. O Ministério da Saúde informa que as vacinas pneumocócicas 13 e 23 continuarão a ser aplicadas enquanto houver estoque disponível.

No caso de Porto Alegre, a Pneumo-23 será mantida para certos grupos com condições clínicas especiais. Posteriormente, a vacinação será realizada apenas com a Pneumo-20.

Públicos em risco

As infecções pneumocócicas invasivas constituem uma preocupação significativa em termos de saúde pública no Brasil. As crianças, os idosos e indivíduos com condições clínicas especiais estão entre os grupos mais suscetíveis a complicações associadas a essas doenças.

Com a disponibilização da nova vacina pelo SUS, o Ministério da Saúde visa aumentar a proteção da população e otimizar o funcionamento do sistema de saúde.

Como receber a dose

Para aqueles que pertencem aos grupos prioritários e têm mais de cinco anos, é necessário apresentar um pedido médico contendo a descrição da condição (CID-10) e agendar um atendimento no Centro de Referência de Imunobiológicos Especiais (CRIE).

A vacinação em Unidades de Saúde é destinada às crianças menores de cinco anos. A primeira dose será administrada aos dois meses com VCP20, seguida pela segunda dose aos quatro meses com VCP10. Um reforço será aplicado entre um e quatro anos utilizando novamente VCP20. Se a criança recebeu a primeira dose com VCP10, ela receberá VCP20 na segunda dose. Aqueles que já completaram o esquema vacinal rotineiro (dose 1 + dose 2 + Reforço) não necessitarão receber a VCP20.

Públicos com condições clínicas especiais:

  • Pessoas vivendo com HIV/aids.
  • Pacientes oncológicos com doença ativa ou sob acompanhamento médico regular.
  • Transplantados de órgãos sólidos.
  • Transplantados de células-tronco hematopoiéticas.
  • Terapia CART-cell (receptor quimérico do antígeno das células T).
  • Indivíduos com asplenia anatômica ou funcional e doenças correlatas.
  • Imunodeficiências primárias ou erros inatos da imunidade.
  • Fibrose cística.
  • Pessoas com fístula liquórica ou que possuem derivação ventrículo-peritoneal (DVP).
  • Imunodeficiência causada por tratamento imunossupressor.
  • Pessoas que têm implante coclear.
  • Pacientes com nefropatias crônicas/hemodiálise/síndrome nefrótica.
  • Pneumopatias crônicas, exceto asma leve intermitente ou persistente.
  • Asma persistente moderada ou grave.
  • Pessoas com cardiopatias crônicas.
  • Pacientes com hepatopatias crônicas.
  • Indivíduos com doenças neurológicas crônicas incapacitantes.
  • Pessoas com trissomias.
  • Diabéticos.
  • Pessoas com doenças de depósito, que são condições crônicas onde substâncias indesejadas se acumulam nos tecidos, como hepáticas, reumatológicas ou hematológicas/cardiológicas.
  • Bebês prematuros nascidos antes das 36 semanas e seis dias até os 23 meses de idade.

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By Fato ou Fake Canoas

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